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Reino Maravilhoso

06
Ago18

O Barroso aqui tão perto - Uma volta pelas Albufeiras e Cascatas

Fer.Ribeiro

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Costumo dizer que aqui no blog as promessas são para cumprir, e vão-se cumprindo, às vezes, acontece, que por uma ou outra razão, não as cumpro de imediato. Pois no último fim-de-semana fiz uma promessa para cumprir hoje, nesta rubrica de “O Barrosos aqui tão perto”,  e não é que ia ficando por cumprir. Pois é, a rotina manda que prepare uma aldeia e a minha memória já não é aquilo que era. Fui pela rotina, preparei uma aldeia e quando estava prontinha para publicação, dispara um flache na memória a relembrar o que estava prometido.

 

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Recondando, transcrevo a promessa feita no último fim de semana:

 

Ainda antes de irmos ao itinerário recomendado e continuando nesta onda de descoberta/promoção do Barroso, uma vez que estamos em tempo de férias de verão, porque não passar por lá uns dias de sol com banhos incluídos, numa das suas cascatas ou albufeiras. Se for como eu, ao qual já passou o gosto de ser lagarto ao sol para além do médico me recomendar sombras, estas também não faltam por lá. Uma proposta para um dia, pois sendo aqui da terrinha (Chaves) poderá ir e vir no mesmo dia, com dormida na nossa caminha. Fica prometido que no próximo domingo deixo aqui um mini roteiro com propostas para algumas albufeiras e cascatas.

 

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As fotos que ficaram até aqui foram tomadas pelo caminho para chegar aos nossos destinos. A partir de agora sim, é que vamos para algumas albufeiras e cascatas, só até às mais próximas. Vamos abordar duas albufeiras (Pisões e Sezelhe) e três cascatas (Fírvidas, Olas de Santa Marinha e Cela Cavalos). Iniciemos pelas três cascatas mais próximas.

 

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Olas de Santa Marinha/Vilar de Perdizes

 

As Olas de Santa Marina ficam nas proximidades de Vilar de Perdizes, mesmo em cima da raia com a Galiza, de uma beleza natural impar, com grandes formações rochosas por onde o Rio Assureira vai correndo e caindo para o seu destino. Curioso este rio, afluente do Rio Tâmega que corre de Portugal para a Galiza onde vai desaguar no Rio Tâmega, ainda na Galiza.

 

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Junto às Olas existe uma pequena capela onde existe um amplo parque para poder estacionar o popó. É a partir de aí que se desce para as Olas que ficam a 200 metros, caminho ingreme, apenas pedonal, mas não é preciso comer nenhum bife para travar na descida ou dar forças para a subida. Se eu fui lá já várias vezes, vai lá qualquer pessoa, infelizmente exceção para quem tenha mobilidade reduzida, que aí já é muito complicado. Mas nas propostas de hoje, as Olas de Santa Marinha são as únicas onde esta exceção se coloca.

 

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Já nas Olas, há vários passadiços que se podem percorrer para melhor desfrutar dos rápidos e pequenas cascatas que se vão formando. Local muito arborizado onde as sombras abundam. Não são muito apropriadas para banhos, mas podem-se apanhar umas molhas. Há um senão e um risco a correr, pois como o Rio Assureira é de pequeno caudal, quanto mais avançamos no verão menos água tem, chegando praticamente a secar em anos mais secos. Para ver as cascatas em pleno, a primavera é a melhor altura para ir por lá, mas mesmo sem água é interessante. Recomendação importante — Não vá por lá sozinho, principalmente se é curioso e gosta de ver tudo, tal como eu, é que quando o rio vai quase sem água, tem locais para onde se desce bem, mas para subir já é complicado. Desci uma vez a um desses sítios e pensei que tinha de ficar por lá a viver…

 

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O itinerário para se chegar às olas está marcado no nosso mapa, mas não tem nada que enganar. O nosso destino deverá ser Vilar de Perdizes, a partir de aí existem placas indicativas. Mesmo no meio do monte, elas estão lá nos sítios decisivos. O popó vai lá bem, mas a partir de Vilar de Perdizes o caminho é em terra batida.

 

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Pequeninas, mas bonitas com a vantagem de que o popó quase entra na água. Não entra, mas pode ficar a uns escassos 20 metros. Embora o itinerário esteja assinalado no nosso mapa e o acesso até à aldeia de Fírvidas seja fácil, o problema pode surgir entre a aldeia de Fírvidas e as cascatas. Na aldeia existe uma placa indicativa indicando o caminho, mas a partir de aí, nicles, mas a dúvida só surge numa bifurcação de caminhos. O melhor é perguntar na aldeia, pois dar-lhe-ão as indicações necessárias.

 

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Eu disse atrás que o popó vai até às cascatas e já lá fui várias vezes no meu, mas se é daqueles que gosta do carro, do género de ter um amor assolapado por ele, é melhor ir a pé, e faz bem à saúde, são apenas 1.200 metros em terreno plano. Fácil.

 

 

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Próximo da cascata, antes de lá chegar, há um moinho e algum arvoredo, pouco. As cascatas são mais para apreciar do que para banhos, embora dê para uma banhoca, mas não tem sítio para depois lagartar ao sol. Se o que quer é mesmo banhos, fica para a próxima cascata, mas estando nas Fírvidas está ao lado da Barragem dos Pisões. Veja e aprecie a cascata, se levar uma merenda, aproveite para matar lá o bicho e depois vá a banhos para os Pisões. Estando nas cascatas, não deixe de visitar a aldeia, pois seria imperdoável. Pode espreitar no post que dediquei à aldeia: Fívidas 

 

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Cascatas de Cela Cavalos

 

Das três cascatas que hoje aqui deixo, esta é a que tem os acessos mais complicados e de todas as propostas, é a mais distante. Por sinal passa-se por uma barragem (Paradela) que hoje não abordaremos aqui. Então a partir da capela (cuja foto fica atrás) o melhor é ir lá num todo o terreno. Este sim vai lá bem. De popó, já tentei, mas desisti a meio. A pé, também se vai bem, 1600 metros, para lá sempre a descer, de regresso, sempre a subir, mas o esforço vale a pena, e esta sim, dá para umas banhocas e ao lado não falta onde estender a toalha e ficar lá estendido como um lagarto ao sol.

 

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A título de curiosidade, há quem lhe chame as cascatas de Dulce Pontes que dizem, saiu de lá encantada. Eu fui por lá uma única vez, também saí encantado mesmo sem ir a banhos, mas apena porque ainda não estava calor para tal. Se fosse no dia de hoje, podem crer que era a primeira coisa que fazia quando lá chegasse. Era despir e romper por aquelas águas cristalinas adentro, depois saí-a, ia para uma sombra e bebia uma mini, ou duas, é que não posso apanhar sol, o médico não recomenda…

 

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Enquanto que nas cascatas das Olas de Santa Marinha e das Fírvidas dê para passar o dia, falta-lhe a componente dos banhos e do estar, nestas de Cela Cavalos dá para passar lá o dia todo de onde sairá formatadinho de todo e pela certa que sairá de lá com vontade de voltar, não só pelos banhos, pela merenda (que terá de levar, pois à volta só há mesmo paisagem natural), pelas minis e pelo local que é mesmo de encantar.

 

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Barragem do Alto Rabagão ou Pisões

 

A proposta aqui é um em dois, ou até três – Banhos e muito sol, visitar as aldeias à volta da barragem e gastronomia.

 

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Quanto a banhos, há calor e muita água, é só entrar nela e desfrutar. Claro que estamos numa albufeira na qual é preciso tomar cuidados com os banhos, pois as mesmas foram feitas para armazenar água e não para praias fluviais, e daí serem traiçoeiras, quer com lodos quer com mudanças bruscas de profundidade. Primeiro saber nadar é essencial, depois escolha um sítio onde não esteja só. Não precisa de estar com as outras pessoas, embora conhecer outras pessoas também seja agradável, basta que esteja(m) por perto, pois nunca se sabe quando iremos precisar delas, ou elas de nós. Junto às aldeias, há sempre sítios para banhos e o pessoal das aldeias gostam de receber pessoas de fora.

 

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Já em tempos fui por lá algumas vezes a banhos, mas já foi há muito tempo. Hoje não conheço por lá nenhum local em particular para recomendar, mas não faltam, pois a barragem tem quase 50 Km de costa. Para banhos e um pouco ou muito sol, bastam apenas uns metros. 

 

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Mas no início eu dizia que a barragem dos Pisões era para três propostas e a segunda dizia respeito a uma visita às aldeias da margem da barragem. Já não digo visitar todas as aldeias, mas pelo menos algumas. Deixo a lista de aldeias, todas a menos de 1km da barragem, começando por aquela que também dá nome à Barragem, e seguindo à sua volta no sentido do ponteiro dos relógios: Pisões, Viade de Baixo, Viade de Cima, Antigo de Viade, Parafita, Penedones, Travassos da Chã, S. Vicente da Chã, Chã, Aldeia nova do Barroso, Criande, Morgade, Negrões, Vilarinho de Negrões e Lama da Missa. Uma delas, Vilarinho de Negrões, foi candidata às Maravilhas de Portugal, e é-o, principalmente com a cota das águas da barragem no seu máximo, em que a água rodeia toda a aldeia.

 

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A terceira proposta da Barragem dos Pisões é a gastronomia. Ora sem tem intenções de passar por lá o dia todo, convém pensar na paparoca. Se gosta de piqueniques, já sabe que convém levar o comer de casa. Aí levará o que mais gosta tendo em atenção que por lá o sol aperta. Convém não se esquecer da água, sumos o garrafão. Não faça como nós, em tempos, quando lá fomos passar uma noite para sermos os primeiros na abertura de pesca da barragem, em que o do vinho, se esqueceu do garrafão em casa. Foi um tormento toda a noite, nem a comida ficou digerida como devia ser, aliás acho que ainda ando aqui com um pedaço no estomago desse dia.

 

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Pois bem, se não gosta de piqueniques nem de correr o risco de se esquecer do garrafão em casa, à volta da Barragem não faltam restaurantes onde se come bem e em conta. Até poderia recomendar um deles, pois costumámos pousar mais nesse, mas não o vou fazer, estaria a ser injusto com os outros. Vá por lá e escolha o que mais lhe agradar, mas escolha um prato made in barroso ou com iguarias do Barroso. Isso posso recomendar.

 

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Barragem de Sezelhe

 

Trata-se de uma pequena albufeira junto à aldeia com o mesmo nome. É a primeira albufeira do Rio Cávado, pequena, mas simpática, com uma lameira na margem, junto ao paredão, com grelhadores de apoio. Também a conheço por em tempos ter ido para lá à pesca (mas que conste que não sou pescador, só lá ia pela delícia de passar uma noite diferente num sítio agradável) e também a banhos. Costuma ser sossegada e é muito agradável. A água costuma ser fresquinha, aliás em todo o Barroso é assim, mas também é mais refrescante.

 

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Com o grelhador por perto, sempre pode dar-se ao lavor dos grelhados, sabe sempre bem, não esquecer o garrafão. Já agora, uma pequena arca térmica com umas minis também dá jeito. Mas tal como nos Pisões, bem perto da Barragem, também há restaurantes. Pergunte na aldeia que pela certa lhes recomendarão um próximo, não há tantos como junto à barragem dos Pisões, mas sabemos que há alguns, também já comemos por lá, fomos bem servidos e também com preços em conta.   

 

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E ficámos por aqui, deixando o nosso mapa onde assinalamos devidamente cada uma das cascatas e albufeiras. Qualquer um dos destinos fica a menos de 1 hora de viagem.  São todos destinos com água doce, cristalina e calmos. Digamos que são destinos zen. Se é dos que gosta de confusão, então o melhor é mesmo ir para a praia.

 

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E está tudo, não como habitualmente aos domingos, mas segunda-feira de madrugada. Afinal de constas, segunda-feira só começa mesmo quando acordamos pela manhã. Enquanto estamos despertos, mesmo já sendo segunda-feira, ainda é domingo. Não é mas faz de conta, e assim cumpro a outra promessa de estar aqui sempre aos domingos com uma aldeia do Barroso, no caso de hoje, albufeiras e cascatas.

 

 

 

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